Conheça nossa Designer Leader de desenvolvimento Kenner

Uma das profissionais mais antigas da empresa e com uma vasta experiência na área de design, Luciana Nigro fala sobre suas experiências e como é trabalhar por tantos anos com o mesmo produto sem perder o olhar criativo.

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Como foi seu começo na Kenner?

Tenho formação em Desenho Industrial e Programação Visual, e em 1990 entrei no grupo no departamento de Programação Visual. Lá eu criava desde embalagens a camisetas… Tempos depois, o Peter Simon, fundador das marcas Kenner, Cantão e Redley, numa dessas de bater papo me perguntou sobre a minha formação e como eu parei aqui. Falei que eu era de Curitiba e vim para o Rio de Janeiro fazer efeito especial e maquete para TV. Ele se se interessou pelo meu perfil, perguntou se eu tinha portfólio de produto… Depois disso, ele começou a me levar à fábrica e falou que tinha o desejo de fazer um departamento de desenvolvimento de produto. Ele me convidou e eu me interessei.

Como nasce uma sandália?

Nasce exatamente assim (mostrando alguns desenhos de sandálias nas mãos). Aqui são algumas formas, mas para além da forma, você tem que ter muito entendimento, qual papel estratégico está tendo naquele momento, tem que saber se você está substituindo um produto na época certa. Temos que entender o que a gente quer continuar oferecendo, o que a gente não quer mais oferecer no produto. Se não for uma substituição temos que ter muito claro qual é a missão daquele produto que você quer colocar no ar.

Como é trabalhar por tantos anos com o mesmo produto e manter a criatividade?

 Não existe uma fórmula pra quem trabalha com criação, o que existe é você estar instigado com aquilo que você está desenvolvendo, entender qual o desafio que você tem na mão e transformar tudo isso. Como essa é uma área de criação de uma empresa de sandália, o grande desafio é, primeiramente, entender o que o seu usuário realmente admira em você como marca. O grande segredo em uma área de criação é detectar uma oportunidade.

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Como é fazer parte de uma área criativa e ter que lidar com as demandas da área Comercial?

É difícil porque temos a demanda comercial e precisamos ter uma conduta com o portfolio e com aquilo que o consumidor está exigindo. Eu vejo o Comercial como a grande voz do consumidor. Então, eu acho que no fim das contas o que o Comercial traz é uma demanda de mercado. Quando chegamos para trabalhar a gente tem que fazer um equilíbrio. Tento estabelecer um percentual que não está relacionado com a demanda comercial. Então, o que pode ser feito é: determine dentro do seu grupo criativo um percentual de tempo de input criativo. Eles precisam visitar mercado, loja, tem que trabalhar em casa, tem que ir ao Parque Lage, Museu do Amanhã… A gente se alimenta disso. Como output criativo, eu vou ter 85% da demanda de mercado e de 15 a 20% é o que a gente traz de produto que o Comercial não está esperando, aí depois lá na frente terá uma decisão da direção da empresa.

O que a motiva vir trabalhar todo dia na Kenner?

Acho que eu tenho a sorte de trabalhar com o que gosto. Que todo ser humano possa ter a sorte de trabalhar na vida com o que gosta! Eu acho que a empresa me acolheu e eu abracei a marca e o produto. A motivação do dia a dia é você olhar e perceber que tem um planejamento a ser cumprido com prazer, mas com responsabilidade de construir. O que me motiva também é uma equipe bastante legal, bastante engajada, compromissada… Eles são muito responsáveis e eu procuro alimentar isso com a mesma responsabilidade e a mesma amizade que eles têm. Eu acho que a motivação é olhar para a marca e entender os desafios que a gente tem para frente e traçar a meta do ano ou dos dois anos seguintes com alegria e responsabilidade.

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Quais são suas dicas para um jovem designer?

1º – Se interessar por todo e qualquer assunto, independente de você ser designer. Ter um olhar sobre o mundo, olhar de curiosidade. Porque, designer por definição na sua profissão tem que oferecer soluções. Você precisa estar atento a qualquer coisa. Saiu de férias, está lá sem fazer nada, está numa rede, olhando a rede que você está balançando olhando o gancho: ‘como que o gancho prendeu nessa rede?’. Identificar a sua natureza curiosa.

2º – Uma vez que você se identifica como uma pessoa curiosa, uma pessoa interessada… Deve correr atrás das ferramentas que vão te ajudar a executar.

Você pode ter um ímpeto criativo e não saber desenhar por uma restrição sua qualquer, mas você não pode abandonar esse ímpeto criativo. Peça ajuda para alguém.

3º – Ter troca humana. Um designer tem que ter a calma e a paciência de lidar com seres humanos, trocar experiências, olhar no olho, conversar… Isso é muito mais importante do que se fechar numa sala, num computador… É importante lidar com as diferenças. Trocar experiências com todos.

4º – Ter noção do todo. Tem que entender que você não deve se preocupar apenas com a sua entrega. Tem que entender até o que a pessoa do jurídico da sua empresa faz e entender como cada um trabalha na empresa.

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  • Sobre

  • A Kenner nasceu em 1988. Na garagem de um amigo surfista, na Califórnia, Peter Simon teve a ideia de confeccionar uma sandália confortável, original e que utilizasse os melhores materiais disponíveis no mercado. Surgiam então as Sandálias Kenner!

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