Etapa Brasileira do WT

A bateria das quartas de final entre o paulista Adriano de Souza e o australiano Owen Wright, na etapa brasileira do WT, foi considerada uma das mais polêmicas de todo o evento.

Questionou-se muito o ataque que cada um fez nas pequenas esquerdas da Barra da Tijuca.

O australiano surfou ondas menores e nas suas duas melhores ondas, executou uma boa (mas não excelente) manobra de saída, para em seguida acelerar sua prancha e finalizar com aéreos muito bons.

Na primeira onda, ele finalizou com um aéreo 360º, aterrizando com total controle, depois de um bom voo.

Na segunda, muito parecida com a primeira, ele finaliza com um aéreo bem alto segurando na borda de sua prancha.

Duas ondas sólidas, dentro do atual critério, que valoriza o surf progressivo.

Já o Mineiro, em sua primeira onda, executa apenas um flooter e consegue a melhor nota da bateria, um oito alto.

Para quem não viu, pode achar estranho um flooter superar um onda com duas manobras, sendo que uma delas foi um aéreo.

Mas o flooter foi executado na maior onda dessa disputa, foi muito, muito longo. Começou em uma parte menor da onda e chegou até um momento super critico, praticamente sem água sobre um banco de areia super razo, onde Adriano aterrizou com a rabeta de sua prancha em primeiro lugar e em seguida desapareceu debaixo da explosão de água que veio atrás dele.

Mineiro fez o dificil parecer fácil, aparecendo no meio da espuma branca, sem o menor sinal de desequilibrio.

Em sua segunda onda, ele consegue encaixar duas manobras bem verticais de back side, em um espaço muito curto. A primeira manobra saiu limpa e rápida, a segunda também foi muito boa, com apenas um minimo defeito na finalização, quando ele ficou um pouco preso ao retornar da batida.

Quem foi o vencedor ?!?!?!?!

Dificil dizer, em baterias como essa qualquer um pode sair vencedor.

Duas excelentes performances e dois approaches completamente diferentes, o que não só fez com que o publico ficasse divido em relação ao resultado, como dificultou muito o trabalho dos juizes.

Até aí tudo bem e claro um resultado passível de comentários e pontos de vista diferentes, que hora podem favorecer um, hora favorecer outro.

Mas escutar de atletas gringos e da mídia internacional que Mineirinho foi beneficiado, me deixou muito chateado.

Como falei, qualquer um poderia ter sido o vencedor e acredito que as pessoas que contestaram o resultado, tem bastante conhecimento para avaliar situações como essa.

Mesmo os mais entendidos do assunto, não pode afirmar com 100% de certeza quem foi o vencedor.

Depois de passar por Owen Wright, mineiro acabou vencendo o evento e assumiu a liderança do WT, feito inétido para um brasileiro.

Apesar de ainda faltarem 7 etapas para o fim do circuito, ele está na frente e teóricamente é quem tem mais chance de conquistar o titulo mundial.

Ser o lider do ranking, não foi tarefa fácil e se manter lá será ainda mais dificil. A pressão vai ser grande a cobrança também e para dificultar as coisas Mineiro vai ter que se recuperar de uma contusão no joelho direito, durante uma trip nas Maldivas a tempo de participar da quarta etapa do WT em Jeffreys Bay e defender sua liderança.

Mas quem disse que a vida de campeão é fácil !?!?!!?!?

Boa sorte Adriano de Souza.

Pedro Muller

  • (Português) Sobre

  • (Português)

    A Kenner nasceu em 1988. Na garagem de um amigo surfista, na Califórnia, Peter Simon teve a ideia de confeccionar uma sandália confortável, original e que utilizasse os melhores materiais disponíveis no mercado. Surgiam então as Sandálias Kenner!

    Leia mais
  • Instagram

  • (Português) Arquivo

Receba nossas novidades