de outubro
 Cara, cadê meu chip?

A esta altura do campeonato, muita gente deve saber o que é um meme de Internet – outras podem até não saber pelo nome, mas certamente já foram expostas a algum destes. Pode ser a gaga de Ilhéus, a Ruth Lemos e seu sanduíche com eco, ou até mesmo o infame trote do Pareto, que vem de muito antes da net. O termo “meme” é emprestado do livro “O Gene Egoísta”, de Richard Dawkins, e significa um pedaço de informação passado de pessoa para pessoa – como os genes na genética. Na Internet, a coisa é meio assim mesmo: você recebeu de um amigo, que por sua vez recebeu de outro, e por aí vai.

Um dos memes brasileiros mais recentes foi o caso do Pedro e o chip, que rolou no YouTube. O morador de um prédio usou uma câmera para filmar a tentativa desesperada desta moça em reaver um chip de celular – e o que estaria nele? Números de telefone? Fotos comprometedoras?… não contente em se esgoelar madrugada adentro, ela ainda foi zoada pelo cinegrafista amador, perdendo totalmente a esportiva e ganhando fama na Internet, mesmo sendo uma voz (alta pra caramba, inclusive) sem rosto.

E como toda boa piada que foge do controle, várias “homenagens” a este caso foram feitas na Internet, indo de montagens de funk com a gravação das frases da pobre coitada…. e é claro que, em algum momento, alguém faria um jogo em Flash baseado nisso. Será que desta vez ela consegue o tão cobiçado chip, ou vai continuar gritando até perder a voz?

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Por Pedro Giglio
- informalmente, “schadenfreude” = “pimenta no dos outros é refresco”
http://blog.maraschino.org

Por: Equipe Sandálias Kenner

de outubro
 Experimentalismo pode ser bom

De uns tempos pra cá, ter um videogame em casa virou algo bem comum – mas tem uma coisa na qual pouca gente se liga: nem sempre os criadores dos jogos que você vê nas prateleiras das lojas têm a chance de criar algo absolutamente inovador. Claro que boa parte deles tenta garantir aquele diferencial que vai fazer o cliente comprar seu produto, e não o do vizinho… mas seja pela pressão do mercado em criar coisas parecidas com as que fazem sucesso, às vezes fica difícil deixar a mente viajar demais.

Felizmente, os jogos por download estão aí pra isso: enquanto alguns são variações de temas conhecidos, existem algumas produções na web – e outras por download, oferecidas de graça ou a um precinho bem mais camarada – que fazem o que os “peixes grandes” da indústria dificilmente têm a possibilidade de fazer. Um destes game designers é Daniel Benmergui, que libera suas criações na Internet – e que enquanto não parecem muito pretensiosos, têm ideias bem interessantes.

Moon e o Today

O primeiro jogo dele que conheci foi “I Wish I Were the Moon”, onde apontar com o mouse e marcar um botão cria uma fotografia. O que estiver na foto pode ser trocado de lugar na tela, criando até oito finais diferentes para esta curioso triângulo amoroso entre um rapaz, uma moça e a lua. Tente tirar uma foto do carinha na lua e mova-o pra canoa para ver um deles. Veja se consegue descobrir os outros sete!

O outro jogo dele que é um dos meus favoritos do ano é “Today I Die”, onde o jogador modifica os elementos do cenário ao trocar as palavras marcadas em um poema. Bacana que o jogo tenha sido traduzido e adaptado para vários idiomas, inclusive o bom e velho Português. Lembre-se que vale interagir tanto com o herói quanto com os inimigos e elementos do cenário. Não é o tipo de jogo que se vê com frequência, né?

Enfim, vale dar uma vasculhada no site do Daniel, que tem mais conceitos bacanas, como “StoryTeller” – historinha customizável em três atos envolvendo dois rapazes e uma moça num reino medieval de fantasia – e “Night Raveler and the Heartbroken Uruguayans”, que envolve ligações humanas e suas consequências.

StoryTeller e Uruguayans

Por Pedro Giglio
- mesmo sendo fã dos clássicos, curte pensar fora da caixa
http://blog.maraschino.org

Por: Pedro Giglio