de setembro
 Titulo de campeão brasileiro de 2007: definido

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Renato e seu prêmio

Após uma longa briga na justiça, o paranaense Jihad Khoder resolveu tirar o processo contra a Abrasp e assim tudo se resolveu mais rápido. A gente falou sobre isso ano passado nesse post aqui.

Após não ter comparecido ao exame antidoping que aconteceu durante a última etapa do circuito brasileiro de surf profissional de 2007, Jihad perdeu os pontos da etapa e a premiação a qual ele teria direito.

Dessa forma, ele que seria o grande campeão da temporada caiu para a segunda colocação do ranking.

Renato Galvão, que ganhou a última etapa de 2007 e teria terminado a temporada como vice-campeão brasileiro, pulou da segunda para a primeira colocação do ranking.

Com o fim do processo, Galvão foi declarado oficialmente o campeão brasileiro de 2007.

Além do titulo, ele levou para Ubatuba um carro zero quilometro, prêmio que estava guardado há quase três anos.

Quando implantamos o exame antidoping na Abrasp, sabíamos que talvez tivéssemos alguns problemas, mas logo no primeiro ano encaramos essa pedreira.

Acho que de agora em diante, estaremos mais preparados para lidar com essas situações.

Parabéns Renato Galvão.

Abraços.

Pedro Muller.

Por: Equipe Sandálias Kenner

de agosto
 O surf definitivamente mudou!!!!

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Essa foi minha conclusão depois de assistir a etapa 6 estrelas e status Prime do WQS, em Huntington Beach/Califórnia, nos EUA

Confesso que fui ver o campeonato apenas para acompanhar os resultados, já que normalmente as ondas são pequenas, fecham muito e não oferecem condições para um bom espetáculo. Mesmo assim, o nível de surf apresentado pelos melhores surfistas do mundo foi altíssimo. Fiquei realmente impressionado em ver que um campeonato que tinha tudo para ser chato ou monótono, foi um verdadeiro espetáculo, em todos os sentidos.

Com o novo sistema de pontuação do circuito mundial, onde as etapas Prime também contam pontos para o ranking do WCT e, por ser um dos campeonatos que mais dá exposição para seus competidores, a maioria dos melhores surfistas do mundo participaram desse tão tradicional evento.

Na água, os surfistas atropelaram as marolas que quebravam próximas ao píer, com aéreos e suas variações. O time brasileiro, Mineirinho, Jadson, Alejo, Gabriel Medina e Miguel Pupo, quebraram tudo; o sul africano Jordy Smith, líder do ranking, mesmo com sua grande estatura, também surfou com muito estilo, fluidez e criatividade. Talvez seja o melhor surfista da atualidade.

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Mas ele ainda não pode ser considerado o melhor, pois vai ter que mostrar que é capaz de manter o mesmo nível em Teahupo e em Pipe.

Mick Fanning fez o melhor surf “convencional” do campeonato. Cavadas e batidas muito fortes, como se estivesse surfando em um point break. Acho que ele vai ser a pedra no sapato de Smith na conquista de mais um título mundial.

Não posso deixar de falar dos americanos Dane Reynolds e Bret Simpson. O primeiro tem sido um espetáculo a parte em todos os eventos que participa; o segundo, é o grande campeão da etapa, aliás, bi campeão da etapa que pagou a melhor premiação do surf profissional, nos seus dois últimos anos.

Isso mesmo: Bret Simpson, ganhou 100 mil dólares ano passado e mais 100 mil dólares esse ano. Surfou muito e mostrou que conhecimento local faz a diferença.

Fora d’água, a equipe de comentaristas foi nota 10, com destaque para o australiano campeão mundial Barton Linch.

Foi a primeira vez que escutei Barton participando de uma transmissão via internet. Ele pode passar todo seu conhecimento técnico de forma clara e objetiva, não deixando a transmissão, mesmo nas horas de flat, virar uma encheção de linguiça.

Por último, as imagens aquáticas, replays e a mesma onda vista de vários ângulos, transformaram o Hurley Pro em um dos melhores campeonatos em ondas ruins que já assisti.

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Abraços.

Pedro Muller.

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Por: Equipe Sandálias Kenner

de julho
 Altas ondas no Circuito Capixaba de Surf

Nos dias 26 e 27 de junho, aconteceu em Solemar, praia de Jacaraípe – ES, a primeira etapa do Circuito Capixaba de Surf.

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O mar exótico de Solemar foi um bom palco para o show nas ondas que os competidores fizeram! Levi Oliveira foi o grande vencedor dessa etapa e já tem vantagem nas próximas ondas, que serão surfadas nos dias 14/15 de agosto em Setiba, 16/17 de outubro e Ulê e 18/19 de dezembro na Barra do Jucú.

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Acompanhe aqui no Blog das Sandálias Kenner esse circuito que promete ser emocionante!

Por: Equipe Sandálias Kenner

de julho
 Surf na África do Sul

Em um momento onde só se fala em Copa do Mundo, mesmo com o Brasil já fora da disputa pelo seu sexto titulo, vou falar de minha segunda trip internacional, que teve como destino a África do Sul.

Apesar de ter acontecido há muito tempo atrás (1985), ainda considero essa uma das melhores viagens de surfe que fiz para fora do Brasil.

Com o time composto por Rodolfo Lima, Renato Phebo, Eraldo Gueiros e Ricardo Bocão, como capitão, fomos disputar duas etapas do circuito mundial.

Nessa época o circuito mundial era aberto e qualquer um podia participar. Mas para chegar ao evento principal (fase homem a homem) era preciso passar por uma triagem dificílima de no mínimo três fases e encontrar os top 30 da ASP.

Passar por uma triagem era um grande feito, quase uma vitória para nossa seleção. Mas não era para menos, surfistas como Luke Egan, Jonh Shimooka, Richie Collins, Sunny Garcia, Matt Roy, Richard Marsh, Marty Thomas e muitos outros, também disputavam as triagens antes de conseguirem chegar às primeiras posições do ranking.

Nós chegamos a Cape Town, onde iríamos disputar a primeira etapa da perna Sul Africana. Posso tranquilamente dizer que Cape Town é um dos lugares mais bonitos que já visitei, assim como um dos lugares mais frios que surfei.

Cape Town, África do Sul
Cape Town, África do Sul

Não me esqueço de nossa primeira caída em CT, mesmo bem equipado com roupas de borracha compradas por lá, foi um verdadeiro choque quando entrei na água e mal pude controlar a respiração que disparou quando furei a primeira onda.

Sem querer arrumar uma desculpa, esse foi um dos motivos por ter perdido logo em minha estréia. Ao invés de aguardar por minha bateria bem agasalhado ou com meu long jonh seco, resolvi dar um treino um pouco antes. Resultado: entrei em minha bateria com os pés congelados.

Na verdade, acho que só o Renato avançou uma fase nesse campeonato.

Já fora do campeonato arrumamos nossas coisas e rumamos (de carro) em direção a Port Elisabeth, mas precisamente para Jefreys Bay.

Esse foi o ponto alto da viajem, paisagens deslumbrantes e altas ondas no caminho. Paramos em algumas cidadezinhas, onde surfávamos e ficávamos por um dia ou dois dependendo da qualidade do surf.

Não me lembro dos nomes da maioria das cidades onde paramos ou das ondas que surfamos. Mas me lembro muito bem que surfamos ondas excelentes e praticamente sozinhos.

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Jefreys Bay, África do Sul

Não tivemos muita sorte quando chegamos a nosso destino (JB), não havia muito swell e assim o surfe ficou muito inconsistente em uma das direitas mais famosas do mundo.

Apesar de JB não mostrar sua cara, surfamos boas ondas ao redor, em picos que funcionam com menos swell.

De lá voamos para Durban, para competir na segunda e última etapa de nossa trip.

O campeonato aconteceu em New Pier, uma das praias que ficam bem próximas ao centro de Durbam.

Apesar de ser uma praia com fundo de areia, tem ótimas ondas. Muitas vezes as ondas são longas com boas seções de tubo, parecendo até um point break.

Nossa seleção mais uma vez não foi bem, ninguém foi além da segunda fase.

Tivemos então que buscar as ondas que rolam um pouco distantes do centro. Como nosso capitão, Bocão já havia ido algumas vezes para a África do Sul, sempre sabia onde estariam as melhores ondas.

E para variar pegamos altas, especialmente em Green Point, mais um point break que quebra para a direita com direito a algumas seções tubulares.

Voltei para a África do Sul durante muitos anos, para competir e surfar em JB. Consegui passar algumas triagens e peguei Jeffreys Bay perfeito, mas sempre com menos tempo para aproveitar e conhecer novos picos como na primeira vez que estive lá.

Há um pouco mais de quatro anos atrás, quase voltei à África do Sul. Mas o dinheiro que iria gastar na viagem acabou se transformando em mais dois quartos em minha casa, quando soube que minha esposa Claudia estava grávida do Noah.

Mas assim como a família que cresceu o sonho de voltar à África do Sul só faz aumentar.

Abraços.

Pedro Muller.
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Por: Equipe Sandálias Kenner

de junho
 Fim de semana com altas ondas muito sol e alto astral.

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Foi assim a primeira surf trip de 2010 para Ubatuba.

Quase 50 pessoas, entre alunos, instrutores e acompanhantes participaram dessa viagem que foi um grande sucesso.

Nos reunimos na sexta feira na Pousada Todas as Luas, que fica na Praia de Itamambuca, uma das prais mais bonitas e famosas de Ubatuba.

Para nossa chegada estava programado um jantar com peixe na brasa nos mais puro estilo Ubatubense.

Depois da janta, separamos os grupos (quem iria com qual instrutor), onde seria a primeira caída do dia e a que horas (6:30) iriamos.

Sem muito atraso, já que a espectativa era grande, saimos de nossa pousada e fomos andando até a praia onde estavamos hospedados.

Quando chegamos o mar estava lindo, um metro e meio de ondas e vento terral com boa formação.

Apenas os alunos mais avançados conseguiram passar a dificil arrabentação, mas os iniciantes conseguiram se divertir nas seções intermediárias.

Voltamos para o café da manhã e sem perder muito tempo fomos para a Praia da Fazenda para a segunda caida do dia.

As ondas na Praia da Fazenda agradaram a todos, com meio metro, algumas séries maiores e boa formação, todos aproveitaram ondas longas e muito fáceis de surfar.

Nessa que é uma das praias mais bonitas e virgens de Ubatuba. Além de estarmos praticamente sozinhos.

Mais uma vez sem perder tempo fomos almoçar na pousada para em seguida sairmos para o fim de tarde.

Dessa vez tivemos que separar os grupos, os iniciantes foram para a Praia do Perequê, uma praia mais central mais que tem ótimas ondas principalmente para iniciantes.

O outro grupo foi para a Praia do Felix, que é uma das ondas mais tubulares da região e as ondas ainda tinham um bom tamanho.

Dessa forma os dois grupos puderam aproveitar excelentes ondas nas duas praias.

Para comemorar esse dia maravilhoso, todo o grupo foi jantar na pizzaria São Paulo, que fica no centro de Ubatuba.

No domingo, as 6:30 todos estavam de pé novamente e prontos para mais dia de altas ondas.

Mais uma vez dividimos os grupos, os iniciantes voltaram para o Perequê e os avançados surfaram na Praia Vermelha do Norte que fica bem próxima de Itamambuca.

As ondas haviam baixado um pouco mas mesmo assim todos puderam aproveitar boas ondas sem crowd.

A segunda e última caída do domingo foi em Itamambuca, já que as ondas haviam diminiuido e todos dessa vez conseguiram passar a arrebentação.

Normalmente programo apenas uma surf trip por ano, mas como todos gostaram muito e pediram mais uma ainda para esse ano, quem sabe em breve mando noticias de nossa segunda surf trip de 2010.

Abraços.

Pedro Muller.

Por: Equipe Sandálias Kenner

de maio
 Dica de filme de surf:

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Day By Day é um filme dirigido e produzido pelo surfista profissional e número cinco do WT do ano passado Adriano de Souza o Mineirinho.

O filme mostra toda a trajetória de Mineiro nas etapas do WT de 2009, etapa por etapa e ainda algumas sessões de free surf em Mentawaii na Indonésia, onde ele está surfando muito.

Além de cenas de seu dia a dia.

Já na primeira etapa de 2009 Mineiro consegue um segundo lugar ficando atrás de Joel Parkinson, a partir daí ele entra na briga pelo titulo e continua conseguindo bons resultados e mostrando um surf de alto nível, surfando de igual para igual com os melhores do mundo.

Mostra também a sua primeira vitória no WT na etapa de Mundaka, um dos pontos altos do filme.

Vale muito à pena baixar esse filme que já está disponível para download.

Abraços.

Pedro Muller.

Por: Equipe Sandálias Kenner

de maio
 Jadson André fatura a terceira etapa do WT no Brasil

Esse é o comentário que mais se ouve ultimamente dentro d’água.

Mas não é para menos. Há doze anos um brasileiro não vencia uma etapa do WT em casa, vencendo na final o americano nove vezes campeão mundial e atual líder do circuito de 2010, Kelly Slater.

De quebra, até o Jornal Nacional passou a vitória do potiguar.

Outro detalhe muito importante essa conquista foi 100 % brasileira, Jadson usou em todas suas baterias uma prancha do carioca Ricardo Martins, que alias funcionou muito bem.

E ainda tem mais, em umas das etapas do WT de mais alto nível que já vi. As performances de Jordy Smith, Dany Renolds, Owen Right, Mick Fanning, Mineirinho, CJ Ou Goob e Kelly Slater só fizeram valorizar mais ainda a conquista de Jadson.

As ondas de até um metro com boa formação da Praia da Vila em Imbituba foram o palco perfeito para os surfistas mostrarem um repertório de manobras pra lá de atual.

Os mais variados tipos de aéreos, rasgadas com pressão, uma velocidade absurda para em seguida voar muito alto e uma leitura de onda impecável, são os requisitos básicos para quem quiser vencer uma etapa do WT nessas condições.

Isso ficou claro depois dessa etapa, o surf está atualmente em outro patamar. E a entrada da nova geração no WT, está sendo a responsável por essa mudança.

Além de ter apresentado todos esses fatores, Jadson mostrou muita competitividade e muita frieza para conseguir algumas vitórias de virada na última onda surfada no último minuto de suas baterias.

Muitos esperavam uma boa apresentação de Jadson em sua primeira temporada no WT, mas conseguir uma vitória em seu primeiro ano logo na terceira etapa deixou todos impressionados mesmo os que conhecem bem seu potencial.

Ao que tudo indica, esse vai ser um anos mais disputados da história da ASP e essa foi apenas uma pequena amostra do que vem pela frente.

Mal posso esperar pela etapa  Jefreys Bay.

Parabéns ao time brasileiro no WT e muito boa sorte.

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Abraços.

Pedro Muller.

Por: Equipe Sandálias Kenner

de dezembro
 Diário de Fernando de Noronha

Aproveitando minha estadia em Fernando de Noronha, para a gravação do programa “Nas Ondas de Noronha”, que será exibido na TV Globo (mais exatamente no Esporte Espetacular, dia 24/01), fiz um diário das ondas e dos fatos mais marcantes de cada dia. 

Primeiro dia (13/12):

Primeira caída 9:00 h, maré secando.

Praia do Boldró (fundo de coral). Ondas rápidas com uma ou duas manobras acabando bem próximo a bancada de coral.

Tamanho: dois metros e séries maiores.

Formação regular, fechando um pouco e bons tubos.

Destaques: Marco Monteiro (internauta), foi quem pegou maior quantidade de tubos para esquerda, mas completou poucos.

Danilo Grilo (surfista pro) completou alguns tubos profundos para esquerda.

Binho Nunes conseguiu um tubão para a esquerda em sua última onda, talvez tenha sido o melhor tubo dessa seção.

Pranchas quebradas: Duas, uma do Fabio Gouveia (surfista pro) e outro Alan (internauta).

Segunda caída 15:00 h, maré cheia secando.

Praia da Cacimba do Padre. Ondas rápidas, buraco, formação triangular e drop difícil. Fundo de areia.

Tamanho: um metro e meio a dois metros com algumas séries maiores.

Ondas com formação triangular, mas fechando bastante.

Destaques: Danilo Grilo conseguiu um tubasso para a esquerda.

Fabio Gouveia pegou bons tubos para esquerda e para direita. Botou pra dentro de algumas fechadeiras.

Pranchas quebradas: Marcio (cinegrafista) e Galeguinho (surfista local).

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Segundo dia (14 /12).

Primeira caída 10:00 h, maré seca enchendo.

Praia do Cachorro: Ondas para a direita, com formação triangular, tubos rápidos e bons para manobras. Fundo de areia.

Tamanho: um metro com séries de até um metro e meio.

Apenas eu, Fabio Gouveia e Picuruta surfamos no Cachorro.

Pranchas quebradas: nenhuma.

Segunda caída 16:00 h, maré secando na Cacimba do Padre.

Tamanho: um metro com algumas séries de um metro e meio.

Fechando bastante com algumas esquerdas abrindo.

Destaques: Trekinho (surfista pro) e Marcus Sifu (surfista pro) com boas manobras e aéreos.

Pranchas quebradas: uma minha. 

Terceiro dia (15/12).

Primeira caída 8:00 h, Cacimba do Padre, maré secando.

Tamanho: Meio a um metro, com algumas séries de um metro e meio.

Fechando muito, com poucas ondas abrindo.

Destaque: Binho Nunes com dois bons tubos para esquerda e Picuruta tirando fotos de dentro d’água e zoando todo mundo.

Pranchas quebradas: nenhuma.

Pior vaca: Danilo Grilo, drop atrasado em uma esquerda quadrada.

Segunda caída 17:00 h, praia da Conceição. Fundo de areia, com ondas quebrando para esquerda e direita. Talvez a onda mais fácil de ser surfada da ilha.

Tamanho: Meio a um metro.

Algumas marolas abrindo, nada de especial.

Destaque: O repórter da Globo, Clayton Conservante, finalmente consegue pegar uma onda.

Quarto dia (16/12).

Primeira e única caída: 10:00 maré secando na Praia do Cachorro.

Tamanho: Um metro e meio com séries de dois metros. Poucas ondas abrindo.

Destaques: Sérgio Noronha e Felipe (surfistas locais).

Quinto dia (17/12).

Primeira caída 10:00 h, Cacimba do Padre.

Tamanho: Ondas com dois a três metros, quebrando no laje, abrindo até chegar ao inside quando a onda fechava toda.

Maior swell da temporada até agora. Praticamente todos os picos da Ilha quebraram.

Destaques: Fabio Gouveia e Bernardo Pigmeu

Pranchas quebradas: Fabio Gouveia uma, mais duas pranchas quebradas de locais.

Segunda caída: Praia do Abrás, esquerda com fundo de pedra. Entrada e saída do mar difícil. Funciona, assim como a maioria das praias em Noronha com a maré seca.

Altas ondas.

Tamanho: Um metro e meio com séries de dois.

Destaques: Danilo Grilo conseguiu um tubo perfeito.

Pranchas quebradas: Sérgio Noronha, uma.

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Sexto dia (18/12).

Primeira caída: Praia do Abrás.

Condições muito parecidas com o dia anterior, ainda com altas ondas.

Destaques: Danilo Grilo e Binho Nunes.

Sem pranchas quebradas.

Segunda caída: Cacimba do Padre.

Tamanho: Ondas com dois metros e algumas séries de três metros. Altas ondas, quebrando na laje e abrindo no inside.

Destaques: Bernardo Pigmeu, Danilo Grilo e André Silva.

Pranchas quebradas: Várias.

Sétimo dia (19/12) e último dia.

Surf o dia inteiro na Cacimba do Padre. Muito bom.

Tamanho: Dois metros pela manhã e baixando rápido à tarde.

Destaques: André Silva, Trekinho e vários surfistas locais.

Pranchas quebradas: Várias.

Abraços, boas festas e muita saúde e paz em 2010.

Pedro Muller.

Por: Equipe Sandálias Kenner

de dezembro
 Um campeonato diferente em Noronha

Semana que vem viajo para Fernando de Noronha, para trabalhar como jurado em um campeonato um pouco diferente e muito interessante.

Será um campeonato com quatro equipes. Cada equipe terá três surfistas, um profissional, um ator e um internauta que conseguiu sua vaga através de uma votação realizada pelo site globo.com.

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O julgamento também será bem diferente do que estamos acostumados a ver.

Serão avaliadas somente as seguintes manobras: aéreos, tubos, 360, rasgadas e uma manobra livre. Sendo assim o surfista que conseguir executar todas essas manobras em cada apresentação, irá acumular mais pontos para sua equipe.

Duas equipes entrarão na água ao mesmo tempo, formando duas semifinais com duas equipes e uma final também com duas equipes.

Um campeonato relativamente rápido, mas que cabe muito bem na programação da TV, além de ter bastante tempo para esperarmos pelas melhores condições do mar, pois ficaremos na ilha durante uma semana e o campeonato será realizado em menos de duas horas.

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O palco para esse evento não podia ser melhor, já que Fernando de Noronha oferece condições perfeitas para os surfistas realizarem todas as manobras exigidas.

Principalmente os tubos.

Mais informações no site www.globo.com

Abraços.

Pedro Muller.

Por: Equipe Sandálias Kenner

de novembro
 Título de 2007 finalmente pode ser definido

Após não comparecer ao exame antidoping, realizado durante a última etapa do Super Surf de 2007, o atleta Jihad Kohdr perdeu os pontos e a premiação da etapa.

Ele, que até aquele momento era o líder do circuito e com os pontos conquistados na etapa (ele ficou em terceiro lugar na etapa realizada no Rio de Janeiro) teria sido o campeão brasileiro de 2007, viu seu título escapar.

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O ano de 2007 teria sido perfeito para Jihad. Ele conquistou sua vaga para o WCT de 2008 e teve uma performance arrasadora no Super Surf, onde poderia ter conquistado seu segundo título de campeão brasileiro. Depois de ter sido sorteado entre os quatro finalistas para fazer o exame antidoping e não comparecer, a Abrasp (Associação Brasileira dos Surfistas Profissionais) teve que fazer valer suas regras: um ano de suspensão, perda de pontos e premiação da etapa em que foi realizado o exame. Dessa forma, ele caiu para a segunda posição no ranking.

Se fosse simples assim, o ubatubense Renato Galvão passaria a ser o campeão brasileiro de 2007,  já que ele foi o vencedor da última etapa e havia ficado em segundo lugar no ranking. Só que Jihad entrou com recurso contra a Abrasp e o título ficou suspenso.

Para Jihad que entrou na elite do surf mundial e automaticamente teria que parar de disputar qualquer prova do circuito nacional, não seria tão ruim já que ele ganharia tempo para brigar judicialmente pelo título, mas dois anos depois e perto de perder sua vaga no WCT, ele está tentando um acordo com a Abrasp.

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Ele pretende tirar o processo contra a entidade e em troca poder participar dos campeonatos homologados pela Abrasp já no ano que vem. De acordo com a regra, ele poderia ficar até um ano suspenso, uma vez que os dois anos que ele esteve no WCT não contam e o processo estava suspenso. O advogado da Abrasp, José Roberto Hannig, acha que a perda do título e consequentemente a perda do carro destinado ao campeão brasileiro já são punições suficientes.

Quem não quer abrir mão da suspensão são os conselheiros dos surfistas e representantes das federações, pois acham que a entidade foi muito prejudicada financeiramente, além de todo o processo ter sido ruim para a imagem do esporte. Para Marcelo Andrade, Diretor Executivo da Abrasp, muito dinheiro já foi gasto e não se sabe quanto mais ainda irá ser gasto se não fizermos um acordo, além de concordar com José Roberto.

Como Presidente da Abrasp, espero que possamos chegar a um acordo o mais breve possível, pois todo esse processo tem sido longo, cansativo e muito prejudicial para a imagem do surf.

Abraços.

Pedro Muller

Por: Equipe Sandálias Kenner